Nesta última semana assisti ao documentário Dior e Eu, lançado em agosto do ano passado, e fiquei impressionada com a qualidade do conteúdo. O diretor, Frédéric Tcheng, conseguiu me teletransportar para o backstage da agitada primeira coleção de Raf Simons na Dior em julho de 2012. Assista ao trailer.


O documentário é uma ótima indicação para quem pensa sobre a moda. Faz um comparativo entre Raf Simons e o próprio Christian Dior, com os pensamentos de ambos sobre a produção criativa de um desfile de moda. Através dele consegui tirar algumas lições que estão sendo importantes para mim como estudante de Design de Moda e acho que podem ajudar à você também. 

1 - O mito do designer mega/super/hiper polivalente.
Desde a faculdade somos incentivados a saber tudo, temos que ser desginer, costureiros, modelistas, ilustradores, fotógrafos... Beleza, afinal conhecimento nunca é demais. O lado negro da força é que isso acaba gerando uma carga de expectativa e cobrança em cima do aluno. Eu pelo menos era super frustada por não conseguir desenhar bem e fiquei pulando de alegria quando vi que o Raf simplesmente não desenha N.A.D.A nem um rabisquinho sequer. E tá certo, ele é a mente do projeto, o diretor criativo que dá o rumo para uma equipe (essa sim polivalente, pois tem vários profissionais diferentes) poder realizar o melhor. Temos que definir o que queremos ser dentro desse gigantesco leque de profissões da moda e se especializar em uma área. Por exemplo, fulana quer ser modelista, ela vai precisar entender de costura? Sim, porém não precisa ela ser a melhor do mundo naquilo. Deu para entender?

2 - Várias nacionalidades com um único objetivo.
Outra coisa que achei fascinantes na Dior é perceber que eles reúnem talentos de todo o globo. A maior parte da empresa fala francês, porém outros não. O Raf, por exemplo, falava bem mais em inglês, outro profissional importante (se não me engano era o chefe da alfaiataria) falava apenas italiano. É uma torre de Babel, porém todos se entendem e unem habilidades em uma única direção. Fazer todas essas engrenagens funcionar deve ser um verdadeiro desafio.

3 - O tempo não para!
Não existe um time para atender aos clientes e outro apenas para se dedicar aos desfiles, é tudo junto e simultâneo. Aqui entra a necessidade dos gerentes estipularem prioridades! O documentário retrata uma hora que o Raf deu um "chilique", pois uma das première (chefe de atelier) tinha viajado para atender uma cliente em outro país. O desfile é importante, mas não se pode esquecer que quem financia tudo são as clientes.

Esses foram alguns dos principais pontos que consegui aproveitar deste documentário maravilhoso. Eu aluguei no Google Play por R$ 6,90. É bem legal o sistema deles de aluguel, a partir do momento que você paga tem uns 29 dias para assistir. Depois que você assisti a primeira vez, você tem mais 2 dias para assistir novamente e depois encerra. Eles também disponibilizam o filme para a compra, porém é uns R$ 29,90.

Me contem o que vocês acharam depois de assistir! :*

Referências
http://ffw.com.br/noticias/moda/documentario-dior-e-eu-mostra-bastidores-do-primeiro-desfile-de-raf-simons-para-a-grife-546/

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