Navegando nos documentários do Netflix, achei um sobre Diane Vreeland. Devo confessar que antes de assistir nunca tinha ouvido falar dela, porém fiquei impressionada com o currículo desta mulher. Diane foi um ícone da moda internacional, passou muitos anos de sua vida como editora da Harper's Bazaar e depois da Vogue.
Percebi que apesar de muitas qualidades, ela também tinha alguns defeitos (lógico) e achei interessante o documentário abordar isso. Claro que tudo é mostrado muito superficialmente, mas dá para perceber os dois lados da moeda. A senhora Vreeland lembra muito a Miranda Priestly que por sua vez foi baseada em Anna Wintour. Bom, o que eu quero dizer é que existe muita coisa boa para perpetuar-se, mas que os defeitos também estão passando de geração para geração. Nesse post listei o que podemos (ou não) aproveitar da experiência de Diane Vreeland.

Coisas que podemos (devemos) aproveitar:
Curiosidade. Tudo era interessante para ela. Esse interesse constante era o que movia sua criatividade, um dos aspectos mais admirados e fundamentais que a fizeram uma famosa editora de moda.
Aceitar que tudo está ligado: moda, economia, sociedade, arte... Essa é uma boa dica para os desginers, nós temos que entender que as roupas devem representar toda uma geração, seus anseios, suas revoltas, etc.
Transformar o "feio" em belo. Diane foi criada pela mãe como o patinho feio. Sempre disse não considerava-se bonita, por isso foi atrás de um algo a mais que fizesse ela se destacar. Também fazia isso com várias modelos que não tinham o "perfil" para a profissão, ela tornava seus defeitos em pontos fortes (a modelo Penelope Tree é um exemplo disso).
Coisas que devemos NÃO aproveitar:
Não escutava opiniões. Apenas a dela importava. Por isso a revista ERA ela, pois ninguém mais podia contribuir. Como mencionado no filme, não havia reuniões, as ordens eram passadas por ela e tudo ia caminhando. Já pararam para pensar o quão mais incrível poderia ter sido, caso a revista fosse fruto da colaboração de uma equipe e não apenas de uma pessoa? Por favor, não tentem fazer isso em casa.
<imagem de diane dando ordens>
Fantasiar exageradamente. Sonhar é sempre bom, mas viver dentro de um sonho é ilusão! O melhor de sonhar é ir atrás e torná-lo realidade. Na história de Diane, não dá para saber ao certo se algumas partes são realmente verdade, pois ela criava um mundo em sua cabeça e declarava aquilo como real. Em sua passada pelo Metropolitan Museum of Art, ficou claro que em algumas exposições ela distorcia a verdade para passar uma ideia viva em sua cabeça, algo que chocasse mais as pessoas e as fizesse vibrar. Não sei você, mas gosto de ir em museus para ver como as as coisas realmente foram um dia.
Essas foram minhas impressões tiradas do documentário Diane Vreeland: The Eye Has To Travel dirigido por Lisa Immordino Vreeland em 2011. Recomendo muito que você também assista e tire suas próprias conclusões! Você pode até voltar aqui e partilhar elas comigo :)

2 Comentários

  1. Vou querer assistir concerteza, adorooooo.
    Tem post novo no blog e SORTEIO de natal também.
    Estilo.Quem tem?
    Sorteio de Makes

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  2. Oi Natasha !! Tudo bem ??
    Eu não conhecia essa Diane não rsrs
    Mas vou ver se encontro o documentário pra assistir !! Realmente ela tem qualidades e defeitos (como todos nós), mas enxergou uma oportunidade e a agarrou né ??
    Bjim

    http://blogpatyrezende.blogspot.com.br/

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